2) Outro texto sobre o assunto publicado no Saúde SA:
Caro Xavier:
Agradecido pelo incitamento.
Mas Coimbra - para um sexagenário como sou - "já" fica longe da ENSP e traz alguns incómodos ...(nomeadamente em relação aos fins-de-semana).
Por outro lado, existe uma outra questão: a motivação.
O meu "anima et cuore" sempre se balanceou para outro campo: Gestão & Organização de Cuidados de Saúde Hospitalares.
E mesmo aí, tenho de ser sincero: mais organização do que gestão (embora saiba que é imposível dissociar).
Finalmente, tenho de confessar que o curioso incentivo seria (finalmente!) conhecer Paulo K. Moreira.
Mas, como deve compreender, não chega. Digo eu na minha inocência!
Caro Xavier:
Alargar conhecimentos é sempre bom, sobretudo em áreas interligadas com as que concitam o interesse dominante de cada um.
Reconverter, actualizar ou reciclar são moedas de duas faces. Comportam uma afirmação de desajustamento, mas também a decisão de não deitar fora!
Será que a minha necessidade de reciclagem é assim tão evidente?
E eu que ainda há tão poucos anos deixei os bancos da escola!
De qualquer modo, obrigado pelo alerta. Vou pensar nisso …
Tratou-se apenas de uma provocação.
Seria um privilégio, uma experiência única, ter por colegas de curso os dois actuais mais brilhantes colaboradores da SaudeSA.
Aonde quero ir?!
A um buraco
na alma
um passar
a noite
em deriva
um vir daí
deixando-se
o território
dum quarto escuro
a fulgurância
dum raio
acontecido
dardejando
a pulsar
Passavam vinte minutos de dia 12. Era já dia 13. Julho. 1997.
(e passaram dez anos) .
Uma grávida de 30 anos, sem antes da gravidez ter qualquer antecedente, teve cólicas renais aos 5 meses de gestação. Começou a fazer dilatação.
Às 35 semanas foi "combinado" o nascimento.
A placenta estava envelhecida. A dilatação havia começado, inusitadamente aos 5 meses.
Nesse dia pelas 11 horas compareceu num hospital do SNS. Fizeram-lhe tricotomia, vestiu-se de roupa de dormir, aguardou. Puseram-lhe ocitocitina e continuou a aguardar. Durante a tarde passeou nos corredores sob a benéfica ameaça das Srªs enfermeiras "a criança ainda nasce no corredor".
Não. Ainda não.
Quando as dores se tornaram insuportáveis, recolheu-se ao pedaço da enfermaria de um hospital cuja actividade encerraria em poucos dias (no dia da alta, aliás).
No momento pouco antes da verdade, o pai da criança, então a poucos dias dos 19 anos,( e ela de 30 ), viu as mãos mordidas, pressentiu sofrimento puro.
Pouco após encontrava-se na sala de partos. Nunca antes fizera "preparação para o parto". No entanto, a sua forma física havia de proporcionar-lhe período expulsivo fácil.
Eis que nascia. Uma menina. De cordão umbilical apertado ao pescoço. Com o médico (interno então) a dizer: "tem circulares ao pescoço, é preciso agir rapidamente". E ... cortou-as.Na altura não ouviu a bebé chorar. Pouco depois berrava. IA 9-10. Aleluia.
Tudo estava de acordo com os deuses.
Foi cozida.
Cerzida, como disse o médico. ... Virgem de novo.
Conduzidas à enfermaria, a agora puérpera pensava: o que vai ser de mim? E dela?
___
O tempo passou. Passam dez anos hoje.
Elas vieram para a capital.
A mãe um quadro superior; a filha uma aluna de excelente. Tudo com um inaudito sacrifício.
.
.
.
Que seja sempre assim, atrevo-me eu a dizer!!!!!
"Deste modo, nos apontaram a ética da responsabilidade. Quem age deve estudar com cuidado os efeitos das suas acções e escolher aquela que obtém o resultado que se deseja. A moral implica um saber, tem como premissa o «deve saber». Quem não se encarrega de verificar as consequências das próprias acções é um irresponsável. Se eu estou doente, contagioso, e, num impulso amoroso, vou encontrar alguém, abraço-o e transmito-lhe o contágio, a minha intenção afectuosa é nefasta.
Mas, então o estado de espírito interior, a intenção não contam nada? Há dois mil anos atrás, o cristianismo afirmou o valor da interioridade defronte do respeito exterior pela lei. Na frente de Deus não tem valor uma acção boa, se é feita com espírito de malvadez e, vice-versa, uma intenção nobre e pura confere mérito a um gesto em si indiferente. Se eu ofereço um presente a um pobre para o humilhar, o meu gesto é benévolo ou agressivo? E se atinjo alguém com um soco para o salvar de se afogar, devo ser considerado um violento ou um malfeitor?"
ALBERONI, Francesco (1994) Valores, Bertrand Editora, Lisboa, pp. 36 - 37.
Dialética










Pois é...
Está tudo sem tino.
O tempo também.
A (des)propósito de tino e porque não me entendo na vida senão com a verdade, deixo aqui um comentário-resposta, a um comentário do "xavier", que não foi publicado, no "sítio", mas coloquei no meu "sítio" (é que parece que todos temos "sítiuos" :) ):
Não posso deixar em branco este comentário publicado no Saude SA, pelo próprio autor do blog, o que eu considero uma calúnia, atento o facto de nas entrelinhas se ler que algum dia eu tenha feito comentários inultuosos ou que contendessem com o bom nome de alguém. O bluff é do pior que existe no mundo. E posto ao serviço de alguém que de nada parecia precisar disso, muito, mas muito pior!
Trata-se de alguém supostamente idóneo, que não sabendo como manter audiências a partir de uma certa intelectualite de esquerda, ataca, por atacar.
Aqui fica:
"xavier said...
Da NSQNU há vários que não foram publicados.
Tenho gravado todos os comentários que, pelas razões referidas, não são publicados.
Talvez um dia faça um ranking dos very best.
12:36 AM"
(Antes também tinha ditro, igualmente não publicado, que isto era do tipo ameaça ao "deserto" de que iria participar às autoridades competentes... :)) ironia, das ironias:!!! está, perante, uma das autoridades competentes!!!!...)
Queira por favor Sr. Dr. A.H, de um SPa, por enquanto, concretizar, fazer a tal prova.
ADENDA ÀS 11:17de 14.06.2007:
O comentário em questão foi retirado.
Assim se vê ...
Ao menos pela manhã, prevaleceu o bom-senso!.